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Economia
Postado em 16/05/2018 - 17:52

Festival reunirá iguarias de Minas

Nos dias 18, 19 e 20 de maio, Belo Horizonte recebe a segunda edição do Festival do Queijo Minas Artesanal. A produção artesanal de queijos de leite cru é uma atividade tradicional e presente no cotidiano de fazendas de Minas Gerais. Nos últimos anos, o queijo Minas vem ganhando destaque no mercado interno e conquistando prêmios internacionais. Com a demanda em alta e despertando cada vez mais o interesse dos consumidores, o Festival do Queijo Minas Artesanal (FQM) é a oportunidade de conhecer os queijos das sete regiões produtoras e aprender como harmonizá-los com azeites, vinhos e cervejas mineiras. Durante o evento, serão comercializadas pelo menos 3,5 mil peças.

Promovida pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a segunda edição do festival foi ampliada devido à grande movimentação registrada na primeira edição. Este ano, além do espaço interno da Serraria Souza Pinto, o estacionamento também será utilizado para a realização do evento. Ao menos 3,5 mil peças de queijos estarão à venda ao longo do evento. No ano anterior o volume ofertado foi de 700 peças.

No espaço dedicado às sete regiões produtoras - Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro - os visitantes poderão degustar e comprar os produtos. Cerca de 15 mil pessoas devem visitar o evento.  

Assim como na edição anterior, chefs irão preparar receitas especiais, utilizando o Queijo Minas Artesanal de leite cru. Haverá, ainda, cervejas artesanais, vinhos, cachaças, cafés, mel e azeites mineiros, que harmonizam com os queijos.

O evento também será composto por oficinas, que abordarão temas sobre a conservação, harmonização e degustação de queijos.

De acordo com o superintendente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Altino Rodrigues, as expectativas em relação do Festival do Queijo são positivas.

“O evento deste ano foi ampliado para atender melhor ao público. Ano passado obtivemos resultados muito positivos. Para este ano, ampliamos a área de circulação e de exposição. Vamos ter vários produtos que harmonizam com os queijos das sete regiões produtoras do Minas Artesanal. Além disso, haverá uma butique com utensílios voltados para o queijo, como maturadores, facas e raquetes”, explicou Altino.  

Valor da origem - Ainda segundo o representante da Faemg, o evento é importante por evidenciar e promover os produtos oriundos da agricultura familiar e dos pequenos produtores. Além dos queijos, também estarão expostos azeites mineiros, vinhos, produtos apícolas e cervejas artesanais.  

“É impressionante como está o olhar dos consumidores para os produtos da agricultura familiar e para os artesanais. Estes itens estão ganhando um espaço muito grande junto à sociedade. O consumidor de hoje quer saber como eles são produzidos e a origem. Tudo isso é fundamental para agregar valor e contribuir para a melhoria de renda e condições das famílias que vivem no campo”.

Simpósio - O Festival do Queijo Minas Artesanal também é um espaço voltado para a capacitação. Nos dias 17 e 18 de maio acontecerá o 3º Simpósio de Queijos Artesanais do Brasil. O evento será no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte.

Ao longo do simpósio pesquisadores irão divulgar o resultado de estudos voltados para o queijo artesanal. Também será apresentado o início dos trabalhos que estão sendo feitos para a identificação dos fungos presentes nos queijos de Minas Gerais.

Haverá a participação de professores portugueses especialistas em queijos. O objetivo é promover um intercâmbio entre os portugueses e os produtores mineiros, gerando troca de experiências.  

“Estamos internacionalizando o evento. No ano passado, tivemos a presença dos franceses e neste ano vamos conhecer a produção portuguesa. Para o próximo ano, estamos negociando com professores e especialistas da Itália. Este intercâmbio é importante para conhecer técnicas diferenciadas e promover a melhoria dos nossos processos de produção”, explicou o superintendente técnico da Faemg, Altino Rodrigues.

Fonte: Diário do Comércio